Hoje é dia 05 de maio de 2007. Está um friozinho bom de ficar na cama, debaixo do cobertor, no quentinho, quietinha, quietinha. Pena, não é para sempre! Em algum momento somos obrigados a levantar, se vamos até a sala o cobertor pode acompanhar, mas além daquele umbral creio que não fica bem! Enquanto estamos nos mexendo, sentimos até calor, basta parar um pouquinho... E os dentes fazem o resto do corpo todo tremer. Aí lembramos da nossa caminha, nosso cobertor, quentinho, aconchegante, da vontade de voltar correndo, não? Ainda bem que para tudo a uma solução. Agora é a hora certa de começar a Campanha do Cobertor.
O planejamento da campanha já está todo em minha mente, precisarei de muitos voluntários, muita disposição, perseverança, permanecer confiante diante das desilusões e principalmente não pode faltar amor no coração. Enquanto não sentimos o frio na própria pele, não observamos quantas pessoas estão pelas ruas sonhando com um belo cobertor! O amor realmente aquece o coração, pois o coração é lugar onde guardamos nossos sentimentos. Já o corpo, é o lugar onde guardamos nossas sensações físicas. E a mente, deveria comandar os dois racionalmente disciplinando um e outro. Se com vocês isso funciona, comigo não é bem assim.
Quem nunca ouviu aquela velha frase: _ “O frio é psicológico!”. Se fosse assim, a televisão, órgãos governamentais, igrejas e etc, não precisariam fazer campanhas para arrecadar agasalhos. Até os artistas fazem shows beneficentes onde os ingressos são roupas para o frio. Pergunte aos que estão debaixo dos viadutos, nos bancos de praça, tendo o mesmo céu que nós admiramos da nossa janela e um cobertor feito de jornal, se o psicológico consegue agir no meio de uma tremedeira? A primeira noite talvez; na segunda noite, tão logo anoitece, chega junto a sensação do frio, frio esse que se instala ao mesmo tempo em que a lua se mostra no céu. Aproxime-se de um deles e ensine-os a como combater o frio psicologicamente, depois do exercício mental pergunte se o frio passou?
Temos coragem de assumir o frio do corpo, porém o frio do coração nossa vergonha nos impede de aceitar, mas não nos impede de demonstrar. Na verdade, todas essas campanhas são muito mais do que simplesmente agasalhar os desprovidos da sorte, e aquecer os corações de quantos caminham pelas ruas olhando para o chão, para o céu, para as lojas, para o trânsito. Evitando olhar o que está à frente, no meio desse turbilhão de interesses que atrai nossa atenção, bem no centro de tudo há os corações que sentem frio, fome e sede de amor. Ninguém faz campanha para amar o próximo, no máximo sensibilizar!
Toda forma de amor está escassa nos dias de hoje. Somos todos carentes sem lenço e sem documento, nada que nos identifique como tal, mesmo porque disfarçamos heroicamente para que ninguém perceba nossa fraqueza. Começamos assim a fechar-nos para o amor, para amar e também para ser amados. Esse processo é velado, que ninguém faz campanha para aquecer os corações que passam frio mesmo no verão! É em nome deles e do meu coração que proponho nos engajar na campanha do “Cobertor de Orelha”. Não se trata de toucas de lã, perucas ou mini-aquecedores portáteis. Falo daquele sussurro ao pé do ouvido, que desce queimando mais do que uma dose de pinga. Falo daquela dose de carinho que não se compra no bar. Falo de um sentimento ímpar, que quando encontra outro se torna par. Falo de uma quantidade de compreensão que não cabe em frascos. Falo de um respeito que não se pode comparar a marcas. Falo da paciência que não tem prazo de validade. Falo dos companheiros que estão sempre juntos sem depender de uma promoção casada. Falo da sinceridade que não se mede em ml nem em kg. Enfim, se cada panela tem sua tampa, cada orelha tem seu cobertor. Tenho certeza de que se as pessoas se sentissem amadas, não faltaria amor para ninguém. Campanhas contra o frio e a fome seriam desnecessárias, pois ninguém estaria abandonado à própria sorte. Creio que o correto seria dizer ao próprio azar... Vamos corações solitários, vamos nos unir nessa campanha onde a caridade é em favor de todos sem distinção. Faremos carreatas, passeatas e quem sabe nesses encontros encontramos aquele ou aquela que até então estávamos nos desencontrando. Unidos venceremos!
O planejamento da campanha já está todo em minha mente, precisarei de muitos voluntários, muita disposição, perseverança, permanecer confiante diante das desilusões e principalmente não pode faltar amor no coração. Enquanto não sentimos o frio na própria pele, não observamos quantas pessoas estão pelas ruas sonhando com um belo cobertor! O amor realmente aquece o coração, pois o coração é lugar onde guardamos nossos sentimentos. Já o corpo, é o lugar onde guardamos nossas sensações físicas. E a mente, deveria comandar os dois racionalmente disciplinando um e outro. Se com vocês isso funciona, comigo não é bem assim.
Quem nunca ouviu aquela velha frase: _ “O frio é psicológico!”. Se fosse assim, a televisão, órgãos governamentais, igrejas e etc, não precisariam fazer campanhas para arrecadar agasalhos. Até os artistas fazem shows beneficentes onde os ingressos são roupas para o frio. Pergunte aos que estão debaixo dos viadutos, nos bancos de praça, tendo o mesmo céu que nós admiramos da nossa janela e um cobertor feito de jornal, se o psicológico consegue agir no meio de uma tremedeira? A primeira noite talvez; na segunda noite, tão logo anoitece, chega junto a sensação do frio, frio esse que se instala ao mesmo tempo em que a lua se mostra no céu. Aproxime-se de um deles e ensine-os a como combater o frio psicologicamente, depois do exercício mental pergunte se o frio passou?
Temos coragem de assumir o frio do corpo, porém o frio do coração nossa vergonha nos impede de aceitar, mas não nos impede de demonstrar. Na verdade, todas essas campanhas são muito mais do que simplesmente agasalhar os desprovidos da sorte, e aquecer os corações de quantos caminham pelas ruas olhando para o chão, para o céu, para as lojas, para o trânsito. Evitando olhar o que está à frente, no meio desse turbilhão de interesses que atrai nossa atenção, bem no centro de tudo há os corações que sentem frio, fome e sede de amor. Ninguém faz campanha para amar o próximo, no máximo sensibilizar!
Toda forma de amor está escassa nos dias de hoje. Somos todos carentes sem lenço e sem documento, nada que nos identifique como tal, mesmo porque disfarçamos heroicamente para que ninguém perceba nossa fraqueza. Começamos assim a fechar-nos para o amor, para amar e também para ser amados. Esse processo é velado, que ninguém faz campanha para aquecer os corações que passam frio mesmo no verão! É em nome deles e do meu coração que proponho nos engajar na campanha do “Cobertor de Orelha”. Não se trata de toucas de lã, perucas ou mini-aquecedores portáteis. Falo daquele sussurro ao pé do ouvido, que desce queimando mais do que uma dose de pinga. Falo daquela dose de carinho que não se compra no bar. Falo de um sentimento ímpar, que quando encontra outro se torna par. Falo de uma quantidade de compreensão que não cabe em frascos. Falo de um respeito que não se pode comparar a marcas. Falo da paciência que não tem prazo de validade. Falo dos companheiros que estão sempre juntos sem depender de uma promoção casada. Falo da sinceridade que não se mede em ml nem em kg. Enfim, se cada panela tem sua tampa, cada orelha tem seu cobertor. Tenho certeza de que se as pessoas se sentissem amadas, não faltaria amor para ninguém. Campanhas contra o frio e a fome seriam desnecessárias, pois ninguém estaria abandonado à própria sorte. Creio que o correto seria dizer ao próprio azar... Vamos corações solitários, vamos nos unir nessa campanha onde a caridade é em favor de todos sem distinção. Faremos carreatas, passeatas e quem sabe nesses encontros encontramos aquele ou aquela que até então estávamos nos desencontrando. Unidos venceremos!

Nenhum comentário:
Postar um comentário