quinta-feira, 4 de junho de 2009

CHUVA MINHA

No céu de nuvens cinzas
Se forma um formato diferente
Parece corpo de gente
Reconheço cada recanto
É você, para meu espanto!

Flutuam elas ao sabor do vento
Às vezes rápido, às vezes lento
Viajando pelo infinito
Será desatino
Essas coisas que imagino
Quero você, não minto
Tento segui-lo
Mas não consigo...

Deixo que levem consigo
Todas as minhas saudades
Que se alimentem de minhas vontades
Carregadas de ansiedades
E que de tão cheias transbordem
Gotejando desejos
Tocando meus lábios
Como se fosse teu beijo.

Me visitas mais intensamente
Nessa chuva torrente
Se ela também é você
Dela não me protejo
Quero molhar-me, de ti ensopar-me
Recebo-te de braços abertos
Sinto-te cada vez mais perto
Por cada gota tua
Meu corpo é coberto
O que um dia foi deserto
Não mais é solitário
Agora é por ti habitado

Sigo nessa sublime dança de alma nua
Com estranheza me olham pela rua
Se perguntam quem é essa louca
A tomar chuva pela boca
Eu sei o que ninguém sabe...
É que estou matando minha sede de você!

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