A era do “Orkut” representa a possibilidade de conectar-se com milhões de pessoas, de acordo com os pontos em comum que vamos descobrindo uns com os outros. Quando um desses grupos se encontra forma então uma comunidade. Mais uma vez vemos o nascer de um novo dialeto cibernético. Identificação imediata, afinidades, como é bom falar e ser compreendido por “velhos novos amigos”.
Com certeza pensamos em nos filiar a alguma. “Filiar”, será que é assim que se diz? A questão é que nem sempre somos aceitos com um simples “click”, é preciso que o criador de tal comunidade permita que sejamos membros. Em outras basta incorporar-se e podemos até deixar um recado, ou melhor, um “scrap”. O importante é ser criativo, inovador e mostrar que temos os pré-requisitos adequados para integrar essa tribo. Têm comunidades para todos os gostos, credos, idades e preferências. Os tristes têm onde derramar suas lágrimas e serem consolados. Os felizes dividem seus “emotions” e até criam novos formatos de bichinhos a partir dos símbolos do teclado. Amantes, amados, frustrados até desalmados, não caberiam todos aqui. Nem o céu é o limite, a internet atravessou todas as fronteiras via satélite. “Ela é chique bem!”
Quanto à profissão a que muitos de nós nos dedicamos; que é escrever; podemos dizer que alguns estão com um pé cá e outro lá, correção, alguns ainda com lápis e papel em punho, outros com os dedos debruçados sobre o teclado. Madrugadas afora e madrugadas adentro, transladamos pelo mundo, vemos muitas coisas, pessoas e lugares. Temos pressa em registrar tudo, se não a inspiração passa e por ser nômade talvez, a próxima oportunidade não esteja tão próxima assim. Desse modo, descobri uma ineficiência do meu corpo. Digitando ou escrevendo, minhas idéias fluem em ritmo frenético e sigo registrando. Em dado momento retorno os olhos pelo que já foi escrito... Meu Deus que palavra é essa? De que língua? Erres, esses, sumiram. Pontos de interrogação se cansaram de esperar respostas. Exclamações foram exclamar não sei onde! Vírgulas resolveram rastejar por aí e os pontos finais desistiram de finalizar assuntos. O pior é o seqüestro de palavras inteiras afetando desastrosamente a idéia da frase. Constatei então, que minhas mãos não conseguiam acompanhar o ritmo do meu raciocínio. Que desastre! Faz-se necessário reler tudo, a não ser que não me importe de ser condenada por assassinar a gramática.
Mas por que, por mais que no esforcemos, nossas mãos e o cérebro não agem ao mesmo tempo? Percebe-se que o mesmo ocorre entre as operadoras de telefonia móvel e as mensagens de texto, esse fato é conhecido no meio como “delay”. É o tempo gasto pela mensagem entre sua origem e o seu destino, quase instantâneo bem como “online”. Contudo, a internet percorre o mundo mais rápido do que as minhas idéias percorrem o caminho entre o cérebro e minha mão. Fica lançado um apelo a todos aqueles que se identifiquem com essa mesma dificuldade, criem uma comunidade com o título “Minha mão é mais lenta escrevendo que o meu cérebro pensando”. Caso já exista, divulgue-a o máximo possível, afinal esse é um complexo de inferioridade que ninguém precisa. Claro que existe uma explicação biológica que justifique tal fato, pois se o nosso corpo é perfeitamente organizado, tudo funcionando com uma sincronia lógica! Alguns artigos científicos e ou jornalísticos citam que nós temos cerca de 100.000 pensamentos por dia. Fracionando para hora, chegamos ao resultado de 41.700 pensamentos aproximadamente, especificando ainda mais são 695 por minuto. São tantos que seria impossível memorizar todos, na verdade desenvolvemos uma seleção automática e terminamos guardando pouquíssimos. Isso explica certos comportamentos, quando os pensamentos se concentram em uma só direção, diríamos que essa personalidade é obsessiva. Caso a mudança de idéias aconteça com rapidez a chamaríamos de falta de personalidade. Imaginem se as nossas mãos realizassem as ações solicitadas através dos pensamentos ao nosso cérebro e este comandasse sua execução imediata com certeza o caos seria pouco! Sem que elas o acompanhem já provocamos catástrofes. Graças a Deus que não temos tudo como queremos, mas temos tudo do jeito que precisamos. Graças a Deus!
Com certeza pensamos em nos filiar a alguma. “Filiar”, será que é assim que se diz? A questão é que nem sempre somos aceitos com um simples “click”, é preciso que o criador de tal comunidade permita que sejamos membros. Em outras basta incorporar-se e podemos até deixar um recado, ou melhor, um “scrap”. O importante é ser criativo, inovador e mostrar que temos os pré-requisitos adequados para integrar essa tribo. Têm comunidades para todos os gostos, credos, idades e preferências. Os tristes têm onde derramar suas lágrimas e serem consolados. Os felizes dividem seus “emotions” e até criam novos formatos de bichinhos a partir dos símbolos do teclado. Amantes, amados, frustrados até desalmados, não caberiam todos aqui. Nem o céu é o limite, a internet atravessou todas as fronteiras via satélite. “Ela é chique bem!”
Quanto à profissão a que muitos de nós nos dedicamos; que é escrever; podemos dizer que alguns estão com um pé cá e outro lá, correção, alguns ainda com lápis e papel em punho, outros com os dedos debruçados sobre o teclado. Madrugadas afora e madrugadas adentro, transladamos pelo mundo, vemos muitas coisas, pessoas e lugares. Temos pressa em registrar tudo, se não a inspiração passa e por ser nômade talvez, a próxima oportunidade não esteja tão próxima assim. Desse modo, descobri uma ineficiência do meu corpo. Digitando ou escrevendo, minhas idéias fluem em ritmo frenético e sigo registrando. Em dado momento retorno os olhos pelo que já foi escrito... Meu Deus que palavra é essa? De que língua? Erres, esses, sumiram. Pontos de interrogação se cansaram de esperar respostas. Exclamações foram exclamar não sei onde! Vírgulas resolveram rastejar por aí e os pontos finais desistiram de finalizar assuntos. O pior é o seqüestro de palavras inteiras afetando desastrosamente a idéia da frase. Constatei então, que minhas mãos não conseguiam acompanhar o ritmo do meu raciocínio. Que desastre! Faz-se necessário reler tudo, a não ser que não me importe de ser condenada por assassinar a gramática.
Mas por que, por mais que no esforcemos, nossas mãos e o cérebro não agem ao mesmo tempo? Percebe-se que o mesmo ocorre entre as operadoras de telefonia móvel e as mensagens de texto, esse fato é conhecido no meio como “delay”. É o tempo gasto pela mensagem entre sua origem e o seu destino, quase instantâneo bem como “online”. Contudo, a internet percorre o mundo mais rápido do que as minhas idéias percorrem o caminho entre o cérebro e minha mão. Fica lançado um apelo a todos aqueles que se identifiquem com essa mesma dificuldade, criem uma comunidade com o título “Minha mão é mais lenta escrevendo que o meu cérebro pensando”. Caso já exista, divulgue-a o máximo possível, afinal esse é um complexo de inferioridade que ninguém precisa. Claro que existe uma explicação biológica que justifique tal fato, pois se o nosso corpo é perfeitamente organizado, tudo funcionando com uma sincronia lógica! Alguns artigos científicos e ou jornalísticos citam que nós temos cerca de 100.000 pensamentos por dia. Fracionando para hora, chegamos ao resultado de 41.700 pensamentos aproximadamente, especificando ainda mais são 695 por minuto. São tantos que seria impossível memorizar todos, na verdade desenvolvemos uma seleção automática e terminamos guardando pouquíssimos. Isso explica certos comportamentos, quando os pensamentos se concentram em uma só direção, diríamos que essa personalidade é obsessiva. Caso a mudança de idéias aconteça com rapidez a chamaríamos de falta de personalidade. Imaginem se as nossas mãos realizassem as ações solicitadas através dos pensamentos ao nosso cérebro e este comandasse sua execução imediata com certeza o caos seria pouco! Sem que elas o acompanhem já provocamos catástrofes. Graças a Deus que não temos tudo como queremos, mas temos tudo do jeito que precisamos. Graças a Deus!

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