Quem nunca ouviu falar desse livro do autor Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943? A primeira vista parece até um livro de ficção infantil. E também, quem nunca disse que as crianças têm uma sabedoria peculiar? Ingenuidade sincera, senão delas a nossa, pois na verdade não creio que elas sejam assim sábias. Diria que por estarem vivenciando um período de sonhos, fantasias, estórias, magias, fadas e bruxas, tudo se resolve com facilidade. Obstáculos gigantescos são ultrapassados utilizando somente a imaginação.
A preocupação delas nessa fase é saber por quanto tempo poderão brincar, com quem e onde. Enquanto nós adultos fixamos nossa comunicação só quando estivermos no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas; para as crianças democraticamente brincando, qualquer lugar serve. Quanto mais trabalho der a brincadeira, montar cenário e etc, mais tempo vai levar, quanto mais tempo, melhor! Todos são aceitos nessa hora, havendo sempre espaço para mais um. Basta acrescentar um personagem.
Nós adultos somos bem mais seletivos. As crianças também são, os critérios é que são diferentes. Os nossos se baseiam em dinheiro, status social, cargos, idéias, aparência. Os delas são com quem fica esse ou aquele objeto, quem será o pai ou a mãe desta vez, se na estória haverá machucados que precisem de médico. O roteiro é readaptado sempre que surgem novas idéias e nem ligam se quem foi escolhido para ser o pai tem mesmo cara de pai.
A sabedoria das crianças está na simplicidade das soluções. Claro que mesmo brincado, discordam, brigam, se contrariam, até se xingam tipo: bobo, chato, fedorento... A questão é que a situação não perdura, logo encontram alternativas, reconciliações, promessas. Promessas que serão quebradas no dia seguinte, mas isso não importa porque novamente elas próprias buscarão as soluções. E sabem por que? Porque tem em comum um objetivo maior: Brincar, brincar e brincar. É o que importa para todas elas, aproveitar ao máximo o tempo para brincar, sempre se precisa de mais um pouquinho. Toda discórdia, diferenças só diminui as horas disponíveis para brincar de tudo. É desperdício deixar de brincar para brigar, então é melhor adaptar do que abrir mão da oportunidade.
Os adultos também brincam... brincam com os sentimentos dos outros; com as fragilidades dos outros. Brincam de viver. Quanto mais diferenças puderem acrescentar em suas relações, mais superiores se sentem. Criam seus próprios dilemas, mas querem que o outro os solucione, e rápido! A rapidez não está relacionada ao aproveitamento do tempo e sim para se vangloriarem da pressão que são capazes de impor. Nós, seres maduros, também fazemos promessas que serão quebradas no dia seguinte, mas só porque fazer a vontade do outro é sinal de fraqueza. Não nos importamos em ter um objetivo maior em comum, queremos apenas atingir os nossos. E ainda preferimos desistir de certas oportunidades que beneficiariam outros além de nós, do que ceder.
Como é bom observar as crianças brincando, correndo, brigando e fazendo as pazes. Movimentação com harmonia, primeiro exercício de como viver em uma sociedade democrática. Tudo funciona muito bem em seu próprio ciclo. Só acontece o desequilíbrio quando algum deles tem a “brilhante” idéia de levar o problema para um “sábio” adulto resolver. O tal, que adora ser consultado, faz aquela cara de sabe tudo, analisa rapidamente qual decisão beneficiará seu filho, olha em volta para certificar-se de que não há testemunhas e... Usa toda sua sabedoria para estragar o conceito de democracia, que as crianças aprendem brincando; além de mostrar que aquele que tiver o mais forte do seu lado terá privilégio; que quando reconhecemos um bom sentimento de alguém em relação a nós é para fazer a nossa vontade e que não importa o que é certo ou errado desde que ganhemos sempre.
O pior é que nós os adultos de hoje, fomos as crianças de ontem. Fizemos as coisas que elas: brincamos, corremos, brigamos e fizemos as pazes. Esses ensinamentos foram se perdendo ao longo do caminho, no qual substituímos os valores morais por valores monetários. Salientamos a pureza das crianças, sua fé diante da vida, otimismo com o amanhã esperando melhoras e principalmente a capacidade de recomeçar as brincadeiras todos os dias. Então por que interferimos na solidificação desses valores com nossos exemplos viciados? Se admiramos as crianças por sua simplicidade, por que fazemos questão de matar a que existe dentro de nós? Para onde foi o Pequeno Príncipe, não sei! Só sei que não me esqueço dele, não me esqueço de que “sou responsável por aquilo que cativo”. Querendo ou não, cativamos animais de estimação, amigos, famílias, sentimentos. Cativar é uma ação neutra, o direcionamento é totalmente nosso. Basta olhar os resultados que obtemos e saberemos o que andamos cativando pela vida. Tomara que o Pequeno Príncipe não tenha crescido e se tornado um adulto com o “rei na barriga”.
A preocupação delas nessa fase é saber por quanto tempo poderão brincar, com quem e onde. Enquanto nós adultos fixamos nossa comunicação só quando estivermos no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas; para as crianças democraticamente brincando, qualquer lugar serve. Quanto mais trabalho der a brincadeira, montar cenário e etc, mais tempo vai levar, quanto mais tempo, melhor! Todos são aceitos nessa hora, havendo sempre espaço para mais um. Basta acrescentar um personagem.
Nós adultos somos bem mais seletivos. As crianças também são, os critérios é que são diferentes. Os nossos se baseiam em dinheiro, status social, cargos, idéias, aparência. Os delas são com quem fica esse ou aquele objeto, quem será o pai ou a mãe desta vez, se na estória haverá machucados que precisem de médico. O roteiro é readaptado sempre que surgem novas idéias e nem ligam se quem foi escolhido para ser o pai tem mesmo cara de pai.
A sabedoria das crianças está na simplicidade das soluções. Claro que mesmo brincado, discordam, brigam, se contrariam, até se xingam tipo: bobo, chato, fedorento... A questão é que a situação não perdura, logo encontram alternativas, reconciliações, promessas. Promessas que serão quebradas no dia seguinte, mas isso não importa porque novamente elas próprias buscarão as soluções. E sabem por que? Porque tem em comum um objetivo maior: Brincar, brincar e brincar. É o que importa para todas elas, aproveitar ao máximo o tempo para brincar, sempre se precisa de mais um pouquinho. Toda discórdia, diferenças só diminui as horas disponíveis para brincar de tudo. É desperdício deixar de brincar para brigar, então é melhor adaptar do que abrir mão da oportunidade.
Os adultos também brincam... brincam com os sentimentos dos outros; com as fragilidades dos outros. Brincam de viver. Quanto mais diferenças puderem acrescentar em suas relações, mais superiores se sentem. Criam seus próprios dilemas, mas querem que o outro os solucione, e rápido! A rapidez não está relacionada ao aproveitamento do tempo e sim para se vangloriarem da pressão que são capazes de impor. Nós, seres maduros, também fazemos promessas que serão quebradas no dia seguinte, mas só porque fazer a vontade do outro é sinal de fraqueza. Não nos importamos em ter um objetivo maior em comum, queremos apenas atingir os nossos. E ainda preferimos desistir de certas oportunidades que beneficiariam outros além de nós, do que ceder.
Como é bom observar as crianças brincando, correndo, brigando e fazendo as pazes. Movimentação com harmonia, primeiro exercício de como viver em uma sociedade democrática. Tudo funciona muito bem em seu próprio ciclo. Só acontece o desequilíbrio quando algum deles tem a “brilhante” idéia de levar o problema para um “sábio” adulto resolver. O tal, que adora ser consultado, faz aquela cara de sabe tudo, analisa rapidamente qual decisão beneficiará seu filho, olha em volta para certificar-se de que não há testemunhas e... Usa toda sua sabedoria para estragar o conceito de democracia, que as crianças aprendem brincando; além de mostrar que aquele que tiver o mais forte do seu lado terá privilégio; que quando reconhecemos um bom sentimento de alguém em relação a nós é para fazer a nossa vontade e que não importa o que é certo ou errado desde que ganhemos sempre.
O pior é que nós os adultos de hoje, fomos as crianças de ontem. Fizemos as coisas que elas: brincamos, corremos, brigamos e fizemos as pazes. Esses ensinamentos foram se perdendo ao longo do caminho, no qual substituímos os valores morais por valores monetários. Salientamos a pureza das crianças, sua fé diante da vida, otimismo com o amanhã esperando melhoras e principalmente a capacidade de recomeçar as brincadeiras todos os dias. Então por que interferimos na solidificação desses valores com nossos exemplos viciados? Se admiramos as crianças por sua simplicidade, por que fazemos questão de matar a que existe dentro de nós? Para onde foi o Pequeno Príncipe, não sei! Só sei que não me esqueço dele, não me esqueço de que “sou responsável por aquilo que cativo”. Querendo ou não, cativamos animais de estimação, amigos, famílias, sentimentos. Cativar é uma ação neutra, o direcionamento é totalmente nosso. Basta olhar os resultados que obtemos e saberemos o que andamos cativando pela vida. Tomara que o Pequeno Príncipe não tenha crescido e se tornado um adulto com o “rei na barriga”.

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